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A difícil relação entre pais com filhos (Colaboração da Cibele Lourenço)

Como vocês já perceberam o Recanto está de cara e casa nova. Tudo está muito melhor distribuído e inaugurando o “Sugira um tema” a nossa mãe leitora Claudia Vidal  pediu para que falássemos sobre a questão do ciúme que os filhos têm dos pais separados. Ela citou como exemplo o caso do menino Jordan Brown que com apenas 11 anos matou a madrasta Kenzie Houk de 26 anos grávida de 8 meses com um tiro na nuca.

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Não vou me aprofundar no caso do menino Jordan, pois há muitos pontos obscuros e realidades diferentes do nosso país onde dar uma arma de presente para o filho não faz parte, pelo menos não há respaldo em lei, da nossa cultura. Para que um menino de 11 anos possa ter a posse de uma arma, mesmo que ela seja de uso infantil, o psicológico da criança precisa estar muito bem estruturado. Pelo visto, não foi este o caso do menino Jordan que agora pagará um preço altíssimo pela sua ação inconsequente.

Mas vamos falar da realidade da nossa sociedade familiar. Aqui, na maioria das vezes, a separação vem envolvida de muitos atritos, muita mágoa e porque não dizer muita raiva da parte contrária. Tanto a mulher quanto o homem usam os filhos para atingir o cônjuge. A mulher fala mal do pai do seu filho para o filho, e instiga a criança a entrar em choque tanto com o pai quanto com a namorada dele (possível madrasta).

O pai em contrapartida segura o dinheiro. Limita-se a comparecer com uma pensão muito abaixo do padrão que proporcionava para a sua família. Se a mulher arranja um namorado então, ai é que a “mão fecha” e não abre de forma alguma. O homem sempre acha que a mulher irá sustentar o namorado com o dinheiro dele. E com estes pensamentos, tanto um quanto o outro acabam colocando os filhos na linha de combate.

Este comportamento, do pai ou mãe que se separam, de instigar a raiva no filho contra o parceiro(a) é tão comum e tão devastadora que o deputado federal Regis de Oliveira (PSC-SP) propôs o Projeto de Lei 4053/08 que regulamenta a Síndrome da Alienação Parental e tramita na Câmara dos Deputados, estabelecendo como pena desde a advertência e multa até a perda da guarda da criança

Estas ações acabam por desencadear uma desestruturação emocional na criança que já se sente insegura diante da separação dos pais e que por ter que “agir” confrontando um ou outro acaba por desencadear um ciúme imenso da terceira pessoa (namorada do pai ou namorado da mãe) que, por ventura, venha a se aproximar da sua família.

A separação, quando não há mais condição de co-habitar o mesmo teto, faz parte da nossa realidade, então nada melhor do que aprender a conviver da melhor maneira possível com o fato caso ele venha acontecer. Também é fundamental que não se perca o respeito pelo parceiro. A separação interrompe a convivência cotidiana, porém não afasta a participação quando se tem filho. Momentos importantes como aniversário, formatura, casamento, nascimento do neto são algumas, dentre tantas das situações em que pai e mãe estarão juntos ao lado do filho.

E se após a separação um dos cônjuges encontrar um parceiro(a) nada melhor do que tentar conviver civilizadamente, afinal todo mundo tem direito de procurar a felicidade.

Dar estrutura para que o filho se sinta o menos abatido em meio a separação dos pais é obrigação moral.

E você, conhece alguma situação em que após a separação foi mantida a boa convivência entre o casal e os filhos?

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